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Universitários
Bons rapazes que ninguém mais atura Da ironia socrática, colunas, No sacrifício de imensas fortunas, Cavando vão a própria sepultura.
Essas moças que professam cultura E de bons modos se dizem alunas Quando vêm, exibem formosas dunas, Quando vão, o esplendor de tanajura.
São de hoje assim: desumanos, cruéis, Elas patricinhas, eles miguéis, Celulares... Sem lição... Fantasias...
Livros... Pastas cheias... Mentes vazias... Nesse caos vive a nossa mocidade Que freqüenta hoje a universidade.
Paulo de Morais
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