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ORFEU SPAM 12 Jornal Eletrônico de Poesias e Artes Editor: Jayro Luna ISSN: 1807-8311 Orfeu Spam é uma publicação trimestral de poesia, música e artes em geral. São Paulo, outubro/novembro/dezembro de 2005. Orfeu Spam está no ar desde janeiro de 2003 |
Sessão Metamoderna: Poesias de Jayro Luna
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Afonso Ribeiro (Da Série Grandes Personagens da História do Brasil) “E mandou com eles, para lá ficar, um mancebo degredado, criado de dom João Telo, de nome Afonso Ribeiro, para lá andar com eles e saber de seu viver e maneiras.” Pero Vaz Caminha, Carta ao Rei D. Manuel. I Piruetas, cambalhotas, Saltos circenses, pulos!... Nesta terra o que se nota De que me ufano e açulo, É a destreza da beleza, A mágica exuberância Da Natura, com certeza!... Que em salto de petulância Veio cá esse português Tentar aos ágeis nativos Disputar saltos à vez, Numa trupe dos mais vivos!... Já surgia aí, neste ato, Do signo mais simbólico, A alegria em festa da raça, Com seu tom tão alegórico! II Que depois só podia aqui Ser a terra da capoeira, Que o negro vai trazer!... Ser a terra do bom samba, Que o negro vai criar!... III Mas já entre o luso e o índio Naquelas manhãs de abril Afonso Ribeiro, ei-lo, O degredado ficou, Pois se Cabral descobriu O Brasil, Afonso viu Primeiro o que é a festa No real e vivo paraíso...
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Simbolismo Decadente “Ed elli a me: ‘Ritorna a tua scienza, Che vuol, quanto la cosa è piú perfetta, Piú senta il bene, e cosi la doglienza.” Dante
Nas invisíveis asas de uma prece, Mares infindos, deslumbrantes mares, Que de lauréis a fronte me entretece, Umas, da cor dos lírios estelares.
E a alma entrando no vácuo, ouve, absorta Flechas de luz do sol que ao longe assoma Na harmonia feral da carne morta!... Em derredor espalha-se da coma
Cheia de luz, alvíssima, sonora; A minha alma levanta-te o sudário E vai subindo ao céu, espaço em fora;
Hoje, ao fitar-te, ó velho campanário, Que importa o céu? A terra e o céu? Do pó Mudo, abstrato, sem temor e só...
Guerra dos Mundos A Cedric Hardwicke, Dr. Clayton Forrester e Byron Haskin.
“Vê
que vida há no chão! Vê que vida há nos ninhos,
Cai numa cidadezinha um meteoro, Podia ser Roswell ou mesmo Varginha, De dentro vêm, entre ruídos sonoros E luzes, marcianos à nossa linha...
Ante tripods destrutivos, imploro O perdão à humanidade mesquinha!... No entanto, eis da destruição os esporos... Vindos do espaço que nos avizinha...
Destruídos nossos belos monumentos: Torre Eiffel! Coliseu! Qéops! Big Ben! Ao Cristo Redentor tripods invento!...
E até ao Padre Cícero as naves vêm! Um locutor à la Orson diz lamentos... Mas nossos vírus nos salvarão! Amém!
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