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ORFEU SPAM 14 Jornal Eletrônico de Poesias e Artes Editor: Jayro Luna ISSN: 1807-8311 Orfeu Spam é uma publicação trimestral de poesia, música e artes em geral. São Paulo, julho/agosto/setembro de 2006. Orfeu Spam está no ar desde janeiro de 2003 |
Sessão Metamoderna: Poesias de Jayro Luna
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Júpiter “Meu filho, o fim de tudo está nas mãos do trovejante Zeus” Semônides de Samos. “Númen que tens do mundo o firmamento” Alexandre de Gusmão.
Dos planetas do sistema solar És o maior, e já fostes um deus: Zeus! E se então seu selo a somar Nos pomos - redivivos galileus!-
O valor trinta e quatro vem mostrar, Qual num quadro de Dürer - um sandeu? De certo, Não! Que entre a Terra, o Mar E o Céu o segredo se abriu aos olhos teus!
Lá vem o velho sapateiro Levi, Todo cambaleante, sem direção, Como o ritmo deste soneto aqui...
Oh! Júpiter! Entre o raio e o trovão, Reinas ainda sob meus versos qual um π Cujo raio é a medida de meu coração.
Jean Baptiste Ingres - Júpiter e Tétis |
(templo de Saturno - Roma)
Os Anéis de Saturno “Stop! For thy tread is on an Empire’s dust” Lord Byron “The sacred rites benevolent attend,
And grant a blameless life, a blessed end.” Hino Pitagórico a Saturno, trad. Thomas Taylor.
Tempestades colossais e velozes Assolam a superfície e atmosfera, Seu nome marca a mudança de eras, Assim como o sábado e os algozes...
Por que belos anéis a ti se pusera? São os restos dos filhos que em neuroses Devorastes? Ou restos duma gnose, Ou é a pedra que Réia à vez de Zeus lhe dera?
Cronos! O Deus do Tempo cujo templo Guardava o tesouro antigo de Roma! Sua vitória e seus medos sirvam de exemplo!
Castraste o pai, Urano, e seu trono toma! Ao céu, o último dos visíveis contemplo! E dos números, quinze é o selo e a soma...
17/12, Aparecida do Norte.
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Para Nise Ultraman, Akiko Fuji e Carl G. Jung “Nas outras portas outras pugnas fervem, Mas narrar tudo, como um Deus, não posso!” Homero, Ilíada. “Todos que desejam percorrer a verdadeira senda da liberdade têm necessidade da luz do sol gnóstico” Jan Van Rijckenborgh
Sou um Hayata sem vida à espera Da fusão de meu ser vil e inerte Ao brilho aural dum herói doutras eras, Um Ultraman adormecido me adverte Que o Eu eterno que há em mim se recupera, Que o Hayata mortal a vitória subverte, Só assim os vários monstros a quem dera A fútil conquista de meus mil medos Serão vencidos pelo fulgor da alma! Os torpes Baltans, o débil Bemlar, Giango, Dodongo, Gabora já quedos! Dada Seijin, Drako, Gomora em traumas Derrotados! Também Woo e Kemular!
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